quarta-feira, 14 de março de 2012

A pergunta que mudou meu jeito de pensar.

Alguns anos atrás lecionei numa escola de ministérios. Meus alunos tinham sede de Deus, e eu fazia de tudo para que eles amassem ao Senhor Jesus, e se tornassem um canal de avivamento na igreja. Encontrei uma citação atribuída a Sam Pascoe; um resumo da história da igreja, mais ou menos assim:

''O cristianismo começou na palestina como uma comunhão. Quando chegou a Grécia virou filosofia. Na Itália, tornou-se uma instituição. Na Europa tornou-se uma cultura. E ao chegar na América virou um EMPREENDIMENTO!''

Alguns dos alunos tinham entre 18 e 19 anos de idade, e eu queria que eles entendessem a última frase, por isso enfatizei:

''Um EMPREENDIMENTO. Isso é: um NEGÓCIO!''

Depois de um longo silêncio, Marta, uma das alunas peguntou:

''Um NEGÓCIO? Mas, não deveria ser um CORPO?''

Não consegui ver aonde essa linha de raciocínio chegaria e apenas respondi:

''Sim!''

E Marta acrescentou:

''MAS QUANDO UM CORPO TORNA-SE UM NEGÓCIO, NÃO VIRA UMA PROSTITUTA?''

A sala silenciou. Ninguém se mexia ou falava. Todos receavam fazer qualquer barulho porque a presença de Deus inundou a sala de aula. Estávamos pisando em terra santa. Pensei comigo mesmo: Nunca imaginei dessa maneira. Mas fiquei calado. Deus tomou conta da sala de aula.
A pergunta de Marta mudou meu jeito de pensar. Durante seis meses, pensei naquela pergunta todos os dias: QUANDO UM CORPO TORNA-SE UM NEGÓCIO, VIRA UMA PROSTITUTA?
Só existe uma resposta para a pergunta de Marta: SIM!
A igreja está cheia de gente que não ama a Deus, nem O conhece.
A raiz disso é a forma com que nós nos achegamos à Deus. A maioria de nós se achega à Ele, pelo que ele pode nos dar. Somos ensinados que Ele nos abençoaria sempre, e depois nos levaria para as mansões celestiais. Nos achegamos à Ele pelo que Ele tem. Fizemos do reino de Deus um negócio, e da unção uma mercadoria. E NÃO DEVERIA SER ASSIM!

Somos Amantes ou Prostitutas?

Outro dia voltei a pensar na pergunta de Marta, e refleti sobre a diferença entre uma prostituta e um amante. Ambos fazem as mesmas coisas, mas o amante faz o que faz porque AMA. Uma prostituta diz que ama, mas na verdade, só está de olho no pagamento. 

E então me perguntei: O QUE ACONTECERIA, SE DEUS DEIXASSE DE ''ME PAGAR''?
Nos meses seguintes, permiti que Deus sondasse e trouxesse à tona s motivos de eu ama-lO e servi-lO. Sou de fato um verdadeiro amante de Deus? O que aconteceria se Ele parasse de me abençoar? E se Ele não fizesse mais nada por mim, eu ainda O amaria?

Por favor entenda, eu creio nas benção celestiais, mas a questão aqui não é se Deus abençoa ou não Seus filhos, mas as condições dos corações desses filhos.

Por que O servimos? As bençãos dEle são fruto do nosso amor, ou o pagamento de uma barganha financeira? Amamos a Deus incondicionalmente? Somos amantes ou prostitutas?

Não existem prostitutas no céu, nem no reino de Deus. Mas existem sim, EX-PROSTITUTAS em todo o céu!

Extraído do blog "F5 Cristão | F5 Na Vida Cristã"
Texto de  David Ryser. Tradução de João A. de Souza Filho